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terça-feira, 13 de maio de 2014

Queens

Olhaaa... não sei se eu ando assistindo muito Rupaul's Drag Race ou o quê mas hoje de manhã, enquanto caminhava da estação Vila Olímpia até o trabalho, estava fazendo a Dyva ouvindo músicas de Drag.

Estava lá andando como a Beyoncé em Crazy in Love, fazendo carão de modelo e curtindo a vibe da música. Quase peguei a mão de uma menina que andava do meu lado, naipe top model, e falei "Ahazza, menina".
Me imaginando de salto alto com uma peruca ondulada de cabelos castanhos e maquiagem carregadéeeerrima, com um vestido prateado mega brilhante.

*libere a Dyva que lhe habita*

Não sei se eu comentei aqui no blog ou se foi em algum comentário que fiz no blog de alguém (já que ainda não tenho muitos posts, dá uma fuçada aqui rsrs) que eu não faço o tipo afeminada! Nem na rua, nem na balada, nem em qualquer outro lugar. É o meu jeito mesmo. Pra vc ter noção, tenho cara de macho (#aloka) com barbão, uso roupas "normais", ando de adidas no pé, etc, mas ando meio fã de Drags. Acho incrível a ilusão que algumas criam (outras infelizmente TENTAM criar) de ser igual mulher, muitas vezes até mais bonitas do que as próprias nascidas com xoxot...
E elas são incríveis. Algumas são Dyvas, outras são do estilo comediante, outras são dançarinas, uma mistura de habilidades.

Adoro isso.
Querendo ou não é uma forma de vc se libertar e sambar na cara da sociedade contra o preconceito dizendo "Estou aqui e vc também, então o seu dever é me respeitar, assim como eu lhe respeito".

Já vi vários posts/vídeos/comentários que antes o mundo gls era um "submundo". Não sei como era pq na década de 90 eu era só uma criança.
Hoje vc sai pelas ruas (pelo menos em São Paulo) e acaba encontrando uma diversidade de pessoas juntas, gays e héteros se confundem na cidade grande.

E já que não somos felinos e só temos uma vida pra viver, acredito que devo dar parabéns aos homens transformistas que encaram a sociedade com peito aberto para levar tapas na cara. Merecem todo o meu respeito.

Pq só a gente sabe o que passamos. Alguns vivem no armário, alguns saem do armário e a vida sofre uma reviravolta tão grande, alguns saem do armário e isso soa tão normal. Essa "experiência", se é assim que posso chamar, amadurece a pessoa.

Então *libere a Dyva que lhe habita* e seja feliz independente dos olhares tortos imponentes da sociedade e let's drag, bitch.

Ahhhhh e Rafa, não fui a academia ontem. rsrsrs. Morri na cama e por lá fiquei até que me ressucitassem hoje de manhã.

Xoxos