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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Diga-me com quem andas...

... que mesmo assim não consigo dizer quem tu és!

Gente vai e gente vem, histórias são contadas, fábulas são ouvidas, sonhos criando asas e o sol batendo na cabeça de todas as realidades.
Dizem que é pecado ficar confabulando sobre naquele "O que estamos fazendo aqui?". Pergunta essa que ninguém sabe a resposta.
Quando o sino toca, nós vamos embora... asim ó, num piscar de olhos. Mais parece que o seu contrato de trabalho acabou e você tem que retirar as suas coisas, imediatamente e ir para o seu aconchego.

Qualquer ser tem história pra contar. Eu me lembro de quando era criança onde a vida antes da grande universidade era basicamente aquilo. Conhecia pessoas do bem, que não faziam nada de mais e tinha as suas vidinhas pacatas. Aí veio a lição de vida. A grande escola da vida. Não digo que é a melhor pois o sofrimento bate à tona toda hora... "Ô de casa?!".

Aí você vive. Aprende a andar na rua. Aprende a falar. Aprende a cheirar. Aprende a chorar. Aprende a se decepcionar, aprende a "reamar".
Conhece o Fulano que é parente de Beltrano que já ficou com Ciclano que é irmão de Tragana que já participou de taranto e embuxou de Jociclano que é do mau... e ao mesmo tempo do bem. E cada um tem a sua própria estória pra contar.
Não pode ser aquele conto de fadas. Pode ser aquela vez da planta, aquela vez do beijo, aquela vez da batida de carro.
O amanhecer no campo, o anoitecer debaixo da ponte, a balada no escritório,

Aí a gente continua caminhando e encontrando o Fulano, o Beltrano, o Ciclano, a Tragana o Jociclano... ouvindo cada uma das suas histórias. E conforme o andar da humanidade, as nossas estórias também são registradas e catalogadas.
E ainda tem gente que acha que paga as nossas contas. Pobre deles. Mal sabem o que é suar e chegar em casa pra lavar roupas.
Mas é claro que o meu contrato de trabalho tem data pra acabar. E é claro que ainda há mais pessoas para eu andar.